Home Data de criação : 09/05/22 Última atualização : 11/10/18 10:37 / 22 Artigos publicados

O que as mulheres gostam de ouvir?  escrito em quinta 08 outubro 2009 19:45

Percebe-se que para as mulheres o silêncio não é um problema a ser vencido. Seja num consultório, na fila do supermercado, do banco, elas conseguem iniciar qualquer assunto e, sem constrangimento, passam de um tema para o outro sem grandes problemas. Uma conversa que para os homens poderia durar alguns escassos minutos, elas conseguem estender a mesma proposta por horas a fio. Para quem tem tanta facilidade em falar, o que essas mulheres gostariam de ouvir? Em uma situação que envolve casais, falar para a mulher que ela é amada, bonita, que a sua companhia é agradável são coisas importantes. Mas, maior será seu contentamento se partir do homem a proposta de, juntos, discutirem a relação, traçar planos, estabelecer metas; manifestando da parte dele o interesse pelo relacionamento. Essas palavras seriam para as mulheres tão necessárias para sua alegria quanto o sol é para a fotossíntese das plantas. Toda mulher gosta de receber elogios e a sinceridade os tornam ainda mais eficazes. Mesmo sendo vocábulos comuns, elas esperam de seus maridos e namorados a tentativa de tornar único algo comum. Uma mulher que esteve horas no cabeleireiro se preparando para uma festa, com certeza recebe elogios, ainda no salão, do profissional e das outras pessoas que estiverem próximas dela. Para elas, os comentários dessas pessoas são importantes, mas não o bastante; pois melhor será ouvi-los de quem as ama. Outro ponto que as mulheres esperam de seus amados é o desenvolvimento da sensibilidade deles, especialmente, na maneira de apresentar suas objeções. A prudência com as palavras é sempre boa, pois, através delas podemos edificar ou destruir os ânimos de alguém. Da mesma maneira que um elogio robustece o vigor de uma pessoa, outras palavras podem minar ou destruir sua autoestima. Imaginemos que uma mulher, voltando toda animada das compras, experimenta o novo vestido para mostrar ao esposo. Se ele antecipar-se em perguntar quanto foi pago pelo vestido, seguramente não serão as palavras mais acertadas para a ocasião. A respeito das despesas, a esposa mesmo se adiantará em falar caso tenha sido cometido algum exagero na ocasião das compras. Entretanto, se o homem elogiá-la dizendo, por exemplo, que se alegra em perceber o quanto ele se sente privilegiado por tê-la tão bonita, seguramente, ela o retribuirá com outros gestos, fazendo dele o homem mais feliz. Há um tempo para cada coisa, e dentro do relacionamento sempre haverá um momento apropriado para que o casal aponte suas observações e críticas. Para elas, não basta apenas ouvir palavras bonitas, mas estas têm que trazer sentimentos. O que elas gostam de ouvir são palavras que somente quem as conhece profundamente poderia tecer e, porque vieram da pessoa amada, ganham um expressivo sentimento. Dessa forma, para que os homens consigam alcançar o contentamento de quem ama, basta deixar o coração traduzir em palavras os valores das simples emoções. Essa atitude de mudança poderá ser um esforço para alguns ao perceber que raramente têm se preocupado em agradar e cuidar da pessoa amada, também, com palavras. Mas, mesmo que não seja possível para eles assumirem um novo proceder intantaneamente, a tentativa de inovar na maneira de fazer seus comentarios já será música para os ouvidos delas. Então, o diferencial que compete aos homens apaixonados será de, com um pouco mais de criatividade, potencializar aquilo que outras pessoas também poderiam normalmente dizer. Isso significa tornar uma palavra comum sempre algo ainda mais especial para quem se ama. Feliz novas adaptações. Um abraço, Dado Moura
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Como entender Cristo na Hóstia Consagrada  escrito em segunda 28 setembro 2009 15:37

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Só Deus pode 'transubstanciar'
 

Em todo ser há um conjunto de coisas que podem mudar, como o tamanho, a cor, o peso, o sabor, etc., e um substrato permanente que, conservando-se sempre o mesmo, caracteriza o ser, que não muda. Esse substrato é chamado substância, essência ou natureza do ser. Em qualquer pedaço de pão há coisas mutáveis: a cor, tamanho, gosto, o sabor, a posição, sem que a substância que as sustenta mude; esta substância ninguém vê; mas é uma realidade. Assim, há homens de cores diferentes, feições diferentes, etc.; mas todos possuem uma mesma substância: uma alma humana imortal, que se nota pelas suas faculdades, as quais os animais não têm: inteligência, liberdade, vontade, consciência, psique, entre outros.

 

Quando as palavras da consagração são pronunciadas sobre o pão, a substância deste muda ou se converte totalmente em substância do Corpo humano de Jesus (donde o nome "transubstanciação"), ficando, porém, os acidentes externos (aparências) do pão (gosto, cor, cheiro, sabor, tamanho, etc.); sendo assim, sem mudar de aparência, o pão consagrado já não é pão, mas é substancialmente o Corpo de Cristo. O mesmo se dá com o vinho; ao serem pronunciadas sobre ele as palavras da consagração; sua substância se converte na do Sangue do Senhor, pelo poder da intervenção da Onipotência Divina.

 

Isso explica como o Corpo de Cristo pode estar simultaneamente presente em diversas hóstias consagradas e em vários lugares ao mesmo tempo. Jesus não está presente na Eucaristia segundo as suas aparências, como o tamanho ou a localização no espaço. Uma vez que os fragmentos de pão se multiplicam com a sua localização própria no espaço; assim onde quer que haja um pedaço de pão consagrado, pode estar de fato o Corpo Eucarístico de Cristo.

 

Uma comparação: quando você olha para um espelho, aí você vê a imagem do seu rosto inteiro; se quebrá-lo em duas ou mais partes, a sua imagem não se quebrará com o espelho, mas continuará uma imagem inteira em cada pedaço.

 

É preciso, então, entender que a presença de Cristo Eucarístico pode se multiplicar, sem que o Corpo do Senhor se multiplique. Isso faz com que a presença do Cristo Eucarístico possa multiplicar (sem que o Corpo d'Ele se multiplique) se forem multiplicados os fragmentos de pão consagrados nos mais diversos lugares da Terra. Não há bilocação nem multilocação do Corpo de Cristo.

 

O Corpo de Cristo, sob os acidentes do pão, não tem extensão nem quantidade próprias; assim não se pode dizer que a tal fragmento da hóstia corresponda tal parte do Corpo de Cristo. Quando o pão consagrado é partido, só se parte a quantidade do pão, não o Corpo de Jesus.

 

Assim muitas hóstias e muitos fragmentos de hóstia não constituem muitos Cristos – o que seria absurdo – , mas muitas "presenças" de um só e mesmo Cristo. Analogamente a multiplicação dos espelhos não multiplica o objeto original, mas multiplica a presença desse objeto; também a multiplicação dos ouvintes de uma sinfonia não multiplica essa sinfonia, mas apenas a presença desta.

 

Por essas razões, quando se deteriora o Pão Eucarístico por efeito do tempo, da digestão ou de um outro agente corruptor, o que se estraga são apenas os acidentes do pão: quantidade, cor, figura, entre outros, e nesse caso, o Corpo de Cristo deixa de estar presente sob os Véus Eucarísticos; isso porque Nosso Senhor Jesus Cristo quis que, nas espécies ou nas aparências de pão e vinho, garantir a Sua presença sacramental, e não nas de algum outro corpo.

 

A fé católica ensina uma conversão total e absoluta da substância do pão na do Corpo de Cristo; o Concílio de Trento rejeitou a doutrina de Lutero, que admitia a “empanação” de Cristo: empanação, segundo a qual permaneceriam a substância do pão e a do vinho junto com a do Corpo e a do Sangue de Cristo; o pão continuaria a ser realmente pão (e não apenas segundo as aparências), o vinho continuaria a ser realmente vinho (e não apenas segundo as aparências), de tal sorte que o Corpo de Cristo estaria como que “revestido” de pão e vinho. Para o Concílio de Trento e, para a fé católica, esse tipo de presença de Cristo na Eucaristia é insuficiente; é preciso dizer que o pão e o vinho, em sua realidade íntima (substância), deixam de ser pão e vinho para se tornarem a realidade mesma do Corpo e do Sangue de Cristo.

 

Assim como na criação acontece o surgimento de todo o ser, também na Eucaristia há a conversão de todo o ser. Essa “conversão de todo o ser” é “conversão de toda a substância” ou “transubstanciação”.

 

Assim como só Deus pode criar (tirar um ser do nada), só Deus pode “transubstanciar”; ambas as atividade supõem um poder infinito que só o Senhor tem.

 

Para entender um pouco melhor o milagre da Transubstanciação podemos dizer ainda o seguinte: No milagre da Multiplicação dos Pães, Jesus mudou apenas a espécie do pão (no caso a quantidade), mas não mudou a sua natureza, continuou sendo pão. Quando Ele fez o milagre das Bodas de Caná, mudou a natureza da água (passou a ser vinho) e mudou também a sua espécie (cor, sabor, etc); no milagre da Transubstanciação, o Senhor muda apenas a natureza do pão e do vinho (passam a ser seu Corpo e Sangue) sem mudar a espécie (cor, sabor,cheiro, tamanho, etc.).

Tudo por amor a nós; Ele, o Rei do universo, se faz pequeno, humilde, indefeso... nas espécies sagradas do pão e do vinho, para ser nosso alimento, companheiro, modelo, exemplo, força, consolação...

 

Felipe Aquino

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A simplicidade nos aponta o único essencial  escrito em segunda 24 agosto 2009 15:55

240809A simplicidade é um dom e nós devemos pedi-lo insistentemente a Deus, porque somente os corações simples são capazes de perceber além das aparências e do que se ouve dizer, sem contar que a sabedoria dos simples edifica e aponta para o único essencial: Deus.

Jesus enche-se de alegria por ver a manifestação amorosa do Pai na vida dos seus discípulos, homens simples e tementes a Deus.

“Naquele momento, Jesus exultou no Espírito Santo e disse: ‘Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado’” (Lc 10,21).

Quanto mais simples nós somos, mais agradáveis a Deus nos tornamos e entramos na profundidade do Seu mistério.

Jesus, ensina-nos a sermos simples como o Senhor é simples.

Jesus, eu confio em vós!

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A intimidade com Deus  escrito em domingo 23 agosto 2009 17:42

O cristão não pode se perder em meio às suas dores

Desde o início, a Igreja foi perseguida. São Justino foi um grande filósofo e um grande estudioso da Filosofia e da Palavra de Deus. E só encontrou uma verdade: Jesus Cristo! E se tornou mártir, porque quis mostrar ao mundo que Jesus Cristo é o Senhor. Olhando para todas as perseguições pelas quais ele passou, percebemos que não há diferenças entre a época em que ele viveu com a de agora, pois também vivemos num tempo de perseguição. Basta entrar nos cinemas para ver que muitos filmes têm como objetivo principal acabar com nossa fé.

As coisas não mudaram, a cada momento enfrentamos a ira daqueles que não querem ver o Evangelho sendo anunciado. Isso nos ajuda a não nos esquecermos de que o servo não é maior que o Seu Senhor. E se Jesus, que é o Nosso Senhor, morreu, quem dirá nós.

Hoje, somos convidados para assumir uma postura diferente diante da sociedade. Quantos amigos perdemos para o mundo por terem se deixado levar por diversas ideologias? O cristão é aquele guerreiro que nada contra correnteza.

O homem tem a ânsia de ser feliz, e quer, sinceramente, preencher o vazio que há em seu coração. Mas muitos homens de hoje estão se alimentando do lixo da idolatria, que foi tão combatida por São Justino. Não podemos alimentar a nossa fé e a nossa caminhada com o "lixo" do mundo. Não podemos nos esquecer de que a verdade é Jesus. Quando nos encontramos com esta verdade, o "mundo" vem cheio de ira para cima de nós.

Olhando para o livro dos Atos dos Apóstolos, encontramos as características dos primeiros cristãos: a alegria, a fração da Eucaristia, o amor fraterno, a partilha dos bens... Hoje é lamentável ver que estamos perdendo essas características.

Muitos cristãos têm andado cabisbaixos por aí, esquecendo-se de buscar o Senhor de todo o coração. A idolatria está tomando conta de nossas casas, muitos têm trocado o crucifixo e as imagens de santos por objetos de superstição.

Vivemos no caos, porque nos esquecemos de nossa essência. Quando perdemos a dimensão de que fomos escolhidos e acolhidos por Deus, não conseguimos enxergar a felicidade e a salvação.

Os mártires não olharam para a perseguição nem para o martírio. Eles não retrocederam no seu testemunho em Jesus por medo de serem julgados pelos homens. Muitas vezes, somos levados a olhar somente para os nossos problemas, para as nossas fraquezas e não conseguimos olhar para Cristo.

O cristão não pode se perder em meio às suas dores, pois ele é em Cristo mais que vencedor! Somos chamados por Deus para, neste tempo, dizer corajosamente que somos de Cristo!

Padre Rafael

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Formação...  escrito em domingo 12 julho 2009 21:48

Que nossas dificuldades nos pareçam suaves por amor a Deus!

mensagem_1007091O Senhor convida-nos, hoje, a orar sem cessar, em todas as circunstâncias.

Santa Catarina de Gênova dizia: “Para chegar à união com Deus, são necessárias as dificuldades mandadas por Ele. Por meio delas, Ele espera destruir em nós as paixões internas e externas. Por isso, todos os desprezos, as doenças, a pobreza, as tentações, todas as dificuldades, tudo nos são necessários.

Assim teremos de lutar e por meio das vitórias, nossas paixões se enfraquecerão a tal ponto, que não mais as sentiremos. Enquanto as dificuldades, não nos parecerem amargas, mas suaves por amor a Deus, não chegaremos à união com Ele”.

Senhor, nossa esperança, nossa força e nosso consolo, dai-nos força para que sejamos fiéis. Que o nosso coração, durante este dia, não deseje outra coisa, a não ser aquilo que o Senhor deseja.

Jesus, eu confio em Vós!

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